quinta-feira, 30 de julho de 2009

Descritivo do quadro

Toda a parte de cima da pintura é de conhecimento de todos piripirienses ou, do livro Memórias de Piripiri da prof.a Cléa Rezende a quem devo pelas fotos e esclarecimentos sobre o nascimento e desenvolvimento de Piripiri; foi quase um curso de história desta cidade e também ao prof. Ducival Araújo, que forneceu fotos dos anos 50/60 da cidade.
Sobre a parte de baixo, na base da pintura, há um recorte cenográfico onde muda inclusive a luz do sol (em cima indica que é manhã e na parte de baixo, à tarde). Nesta cena, valeu a utilização de uma “licença poética” para representar artisticamente a chegada do fundador e sua família, já que não há fotos dos mesmos.
Na representação, levou-se em conta os referidos períodos, a indumentária, os escravos (pois ainda eram escravocratas), outro exemplo: o padre nessa época 1844, já havia deixado a batina; aquele padre herói, revolucionário, “aventureiro”, agora com 46 anos, 5 filhos, almejando uma segunda esposa, enfim, toda essa onda de “independência” passou! O que ele, provavelmente, queria nessa época, era investir num futuro mais promissor, empreendedor, que garantisse o seu futuro e o da família, naturalmente.
O jumento (símbolo de força, teimosia e obediência) com a carga de livros, se contrapõe aos alicerces de uma cidade que nasce com base nos ensinamentos de letras (português e latim), religião e cultura trazida ou herdada da Europa. Igualmente, o capim que deu origem ao nome Peripery e o olho d’água, como ponto de chegada.


Valdeci Freitas

http://www.valdecifreitas.blogspot.com
http://www.valdecifreitas.com.br